Moda
Wrap Dress ou Vestido Cache Coeur
16 de agosto de 2016
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A criação é antiga, lá dos anos 70, mas continua fazendo a cabeça – e o guarda-roupa – de muita gente. Numa época em que a moda ditava a igualdade entre os sexos e que o jeans era o uniforme, Diane Von Furstenberg incentivou as mulheres a explorar a feminilidade com um vestido envelope: o ‘wrap dress’. E criou, assim, um dos maiores fenômenos da moda americana.

O modelo era peça coringa e algumas mulheres chegavam a ter quatro modelos diferentes. Até 1976, ela havia vendido mais de 5 milhões de unidades – e criado um símbolo de liberdade e de poder feminino para toda uma geração.

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Sobre Diane:

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Certa feita, Diane recebera uma carta enviada por outra Diane: Vreeland, a lendária editora da “Vogue”. Ela adjetivou a criação como “sensacional” e “genial”, palavras que certamente fizeram a trajetória de Diane e do vestido envelope andarem mais rápido. Depois disso, a estilista passou a fazer parte do line-up da semana de moda de Nova York, num período em que o evento tinha muito mais peso do que hoje em dia.

“Eu tive uma relação muito interessante com o vestido envelope, porque ele aconteceu por acidente. Primeiro era um pequeno top envelope inspirado no que as bailarinas vestem, com uma saia combinando. Depois transformei em um vestido”, disse. O vestido e a fama à qual ele alçou Diane permitiram que ela não só pagasse suas contas, como pudesse viver o “sonho americano”. Mesmo assim, ela contou que às vezes se ressente, já que desenha outras peças, mas no final compreende que foi o vestido envelope que lhe deu liberdade e sucesso. Hoje em dia, o vestido é estudado até em faculdades de sociologia. “Ele tem vida própria.”

O lado pessoal da vida da estilista, muitas vezes se confunde com a história do vestido. Diane Simone Michelle Halfin nasceu em Bruxelas, na Bélgica, filha de pais judeus. Sua mãe, Liliane Nahmias, de nacionalidade grega, foi uma sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, onde estava apenas 18 meses antes do nascimento de Diane. A estilista já falou publicamente muitas vezes sobre a influência de sua mãe, creditando-lhe o ensinamento de que “o medo não é uma opção”. Aos 18 anos, Diane estudava economia na Universidade de Genebra, na Suíça, onde conheceu seu primeiro marido, o príncipe Egon von Fürstenberg (1946-2004), da alta nobreza alemã. Apesar de não ter sido tão bem aceito pelos pais do noivo, o casamento foi o motivo para que Diane se lançasse na profissão de estilista, já que não queria ser apenas a esposa de um homem renomado.

Antes disso, Diane trabalhou como assistente do agente de fotógrafos de moda Albert Koski em Paris, e depois foi para a Itália ser aprendiz na fábrica de tecidos Angelo Ferretti, onde adquiriu conhecimento sobre corte, cor e tecido. Foi onde ela desenhou e produziu seus primeiros modelos de jérsei de seda. O casamento veio em 1969 e Diane e Egon tiveram dois filhos, o príncipe Alexander e a princesa Tatiana. Em 1970, com investimento de US$ 30 mil, Diane começou a desenhar roupas femininas. “No momento que eu percebi que estava prestes a ser a esposa de Egon, decidi ter uma carreira. Eu queria ser alguém por mim mesma.” Ela então recebeu o título de princesa. Com a separação, em 1972, ela perdeu o título, mas manteve o sobrenome, hoje já indissociável de sua marca.

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Sobre a autora:

Camila Cléo

Sou Camila Cléo, formada em direito, porém curiosa por assuntos diametralmente opostos ao rigor e sisudez da profissão. Enveredei por hobby pelos caminhos caleidoscópicos da Beleza em todos os seus aspectos.

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